Quando nos apaixonamos o frio na barriga é a primeira sensação, e junto vem a perda da razão, da fome e do sono, sejamos correspondidos ou não, o tempo passa e tudo volta ao normal, como se o corpo recobrasse a razão e se sente pronto para o próximo estágio, esse mais tranquilo, o certo é que deveria voltar, mas há aqueles que não conseguem passar essa etapa e ficam viciadas nessa adrenalina, se este é seu caso atenção, hoje este estado já tem nome limerância que consiste a paixão levada ao extremo, Não é mais quando você tem o desejo, mas quando o desejo tem têm.
Você fica escravo, perde o controle, essa insistência de perseguir incansavelmente um sentido de felicidade que não existe, é querer o resgate de algo que não existe mais, é projetar no outro o que queremos que ele seja, para nos sentirmos o mais pleno possível.
Não adianta apagar o perfil dele do seu facebook, o número do seu celular, até mesmo engatar um novo relacionamento para esquecer, quando seu dia não começa até chegar uma mensagem de celular nem que seja com um simples oi, mesmo que ele não te queira mais, que tenha deixado isso bem claro, e mesmo assim você continua fazendo planos para o futuro, tendo ele como personagem principal, ou estando com ele aceitando tudo que ele impõe mesmo sendo absurdos de se acreditar, somente pelo fato de você imaginar que sua vida sem ele seja desesperador...
acredite quem sofre de limerância tem pontadas no peito e falta de ar, dormir é uma raridade, e a cura só é obtida com muita terapia e até com baixas doses de antidepressivos.
Se você se vê nesta situação, e olha que tem um número grande de pessoas sofrendo com isso, procure ajude, isso nada tem a ver com baixa estima, ou falta de amor próprio, você esta doente de amor.
Por isso não concordo com Cazuza e não "Adoro um amor inventado".
Angela Manzotti - Blogando por ai






