Maratona poética - NAS ONDAS DE MINHA VIDA




Este barco vai parar em algum porto
 e depois de muito navegar
  sairei desta ilusão para conhecerme.

Quebrarei  este labirinto
e em seu lugar reconstruirei  minha casa.

Vou liberar meu coração, que  amarrei,
como um pônei selvagem, a luxuria.

Abrirei  as janelas de par em par
e poderei  ver o mar.

E entrará, o ar puro da vida
para desalojar as mentiras e ciúmes.

Beijarei  a cabeça de meus filhos
e uma nuvem de gaivotas,
pousadas na árvore da felicidade
 
me devolverá a ilusão como refugio

Comentários

Ana Bailune disse…
Este poema é uma verdadeira catarse!
Amei!
Uma comunhão entre o ser e o impossível desenrolar da alma e suas sugestões...obrigada Ana


Beijinho