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JAMAIS DUVIDE DA MINHA AMIZADE.

             Não foi só você que eu deixei de abraçar no dia do amigo. A maioria ficou, como diria você, no meu esquecimento, porque a nossa relação vai muito além de um simples abraço e de poucas palavras que as vezes são vãs, mesmo que cheias de beleza. Acontece que esse meu esquecimento ou infantilidade não lhe dá o direito de duvidar da sinceridade e lealdade da minha amizade, mas se duvidou, mesmo sem você saber, deu-me o direito de lhe dizer: - Vai, esculacha! Dê  pontapés em quem  cuida da sua segurança, da sua casa e da sua gente! Joga a vassoura, um sapatos velho ou o que você achar por perto em quem grita com o gato ou qualquer animal que ameace a integridade do seu lar despertando você do sono! Vai, me deixe sem comer o dia inteiro, sem tomar banho por uma semana e sem o passeio vespertino como prova de repúdio às minhas atitudes! Eu sei que você só fala assim porque  tem alguns ...

REPUBLICADO AQUI EM 28 DE ABRIL DE 2020

SEM MEDO. SEM PUDOR.

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O assédio se deu faz tempo. Nunca, em tempo algum, um homem se viu tão pressionado por uma mulher como aconteceu com aquele moço; boa estatura, bem falante e boas maneiras.  O assédio em questão não tinha o propósito dos amantes, mas de escrever aonde a tal mulher achasse que devesse. Sempre que o encontro literário se fazia uma bandeja repleta de vantagem a eles se estendia, não só para os dois, como também para o mundo das letras a que ela pertencia. A palavra Não, talvez fosse dele o último balbucio, mas quem sabe ele sofresse mais que ela se ouvisse.  Foi como água gotejante que do gelo a camada se desfez. Caiu no mar. Encobriu as praias. Fez sofrer e fez chorar. Matou quem tinha vida e os sonhos que surgiam, mas não cedeu aos caprichos de quem torcia contra. Digna e perene escreveu no rodapé da vida o nome dela, mesmo que sob o dele, mas com a força da fêmea que protege a cria  e com a doçura do beijo dos colibris. Hoje ele escreve o que ela quer e aonde ela a...

SEXO

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Esse desejo que não cessa. Essa vontade louca que não mata, esmaece. Esta sede que rejeita água pra beber. Este cio que não vejo a cor e não sinto o cheiro. Este arranhar de espinho pelo corpo inteiro e esse nervosismo que me tira o tino. Sexo , não sei se é assim que eu o quero. Sexo , no fundo eu vejo a imensidão do medo e este mistério. Sexo ; fogo que me corre à veia alcançando a dor. Sexo , é pretender vazar pra cama sem ter sono à noite toda. É morrer querendo um gozo múltiplo que me foda, é matar a dor antes de morrer. silvioafonso