COM ARROGÂNCIA E SEM PUDOR...
A biblioteca abriu as portas no horário de costume, nisso a turma que vestia uniforme de colégio invadiu a grande sala e na medida em que iam encontrando o que procuravam, calavam-se e buscavam o seu lugar. Jorge Amado, Monteiro Lobato, Cecília Meireles, assim como outros escritores tinham suas obras devassadas sobre as mesas. Depois de várias anotações em agendas ou cadernos, eles, aos poucos, deixavam o recinto. Uns voltavam ao colégio, outros entravam na sorveteria ou na confeitaria da vizinhança. Martha, no entanto, mantinha-se de pé diante a prateleira desfolhando cada livro que encontrava. Parecia buscar por uma obra, porém sem sucesso. As portas se fechavam quando um funcionário jovem, ainda, lhe ofereceu ajuda. Martha nem se deu ao trabalho de olhar para o rapaz, estendeu-lhe um papel onde se lia; “O QUINZE”, e logo abaixo; “EMÍLIA NO PAÍS DA GRAMÁTICA”. Virou às costas e foi embora deixando o funcionário de olhar...