PINTADO DE SOL.
O sol, por de trás dos coqueirais, recolhia o alaranjado de suas cores quando ela chegou a casa. Na transparência de suas roupas eu percebi o dourado e perfumado de sua pele contornando longas pernas. Sobrepondo um abdome sem barriga, um par de seios que mal cabia dentro do que o guardava. Olhar sombrio de pura beleza que não escondia com o riso da ironia a vontade louca de se mostrar para os desejos e anseios dos que a pretendiam. Eu, entre outros, sofria quando ela me olhava e se olhava certamente não me via. O que fosse necessário para estar por perto eu faria mesmo que fosse para varrer o chão onde ela pisasse, eu queria. Passaram-se...