silvioafonso em: CARNAVAL NO RIO.
Chora cavaquinho, mas não finja que está triste. Grita cuíca sem sair do compasso tocador. Pula tremendo saltitante o pandeiro malabarista enquanto beija o estandarte que esvoaça colorido. Cai o queixo do turista, do passista equilibrista e sem perder o riso sai pro samba a baiana sorridente que feliz descobre a cara fazendo girar todas as saias mostrando por baixo outras tantas. Marca o passo "surdão" antigo. Ritme o compasso e nesse passo o mestre leva a escola, quem sabe à glória? Vibre com o som na pele, cante com a harmonia dos versos e viva esta festa, feliz, branco, mulato, negro aprendiz no trabalho estressante no barracão das artes. Vá com Deus, visitante estrangeiro, viaje contente, mas diga pra gente que deste povo tu levas fé. Tu tiveste respeito por quem não tem pão, educação, teto e chão, mas tem um jeito jeitoso de fazer festa, como ninguém. 030320140022 Ô Abre Ala...