"UM SOL NO NASCEDOURO. UMA ÁGUA DE COCO E NADA MAIS."
Acordou muitas vezes naquela noite até que, cansada, decidiu levantar-se. Jogou uma água no corpo, fez café, que tomou junto à janela que dava para a rua, vestiu um short com o forro dos bolsos aparecendo, amarrou na cintura uma blusinha curtinha e foi caminhar. Andou a esmo por uma hora e meia, duas horas até um quiosque aonde parou para uma água de coco. O sol mal saíra das fraldas quando chegou ao quiosque. Sentou-se a contemplar as ondas ralas se esparramando na areia até onde estavam os foliões que saiam do baile para uma cerveja. Para ela tanto fazia o que eles fizessem por ali se o mais importante era o que achava da própria vida. Fugindo aos olhares furtivos voltou os pensamentos ao que a levara até aquele lugar. E pensava, não como uma mulher como as outras, mas como mãe, como esposa e avó, que vinha sendo. Vida de conselheira, empregada e amante do próprio marido com quem se casara há séculos. Pagou a despesa e saiu caminhan...