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"A felicidade de um amigo deleita-nos.

Enriquece-nos. Não nos tira nada.

Caso a amizade sofra com isso, é porque (ela a amizade)

não existe."

Jean Cocteau

...

"Saudade é a nossa alma dizendo para onde ela quer voltar."

Rubem Alves

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LEITORESAMIGOS, Vocês já devem ter notado que as Publicações no Espelhando são compostas de mais de um item: Um Texto - Uma Can Cão - uma Poesia - IMagens. Deixo claro que: 1- Sou a única responsável pelas publicações 2- e seus conteúdos. 2- OS Itens das Publicações é para que CADA UM AMIGOLEITOR SÓ LEIA O QUE DESEJAR: OU O TEXTO (CON VERSA) OU A POESIA (COM VERSOS) OU OUÇA A MÚSICA (CAN ÇÃO) OU AS IMAGENS (FOTOS). CONTO COM A COMPREENSÃO DE VOCÊS QUERIDOS LEITORESAMIGOS CatiahoAlc.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

Con Versos - Can Ção - Con Versa

 

Poesia é sangue nas veias a correr...

Poesia é água
que escorrendo molha  boca seca.
É brisa que acaricia
de leve eriçando os pelos.
Poesia e semente de fruto maduro
que na terra e loto trata
de germinar.
É pólen de flor
que as aves carregam
por onde seu caminho forem.
Poesia é sangue que corre
quente nas veias
de quem não pediu pra nascer.
Poesia sou Eu
é Você que nesse
momento parou aqui pra ler.
Poesia é esperança, verdade,
é saudade,
é paixão disfarçada.
É canção de ninar de todo aquele
que se perde
de amor...
CatiahoAlc./Reflexod'Alma 
entre sonhos e delírios
190920111959


Con Versa

       Era só um banco de praça


Era somente um banco, desses comuns em qualquer praça.
Eu, fazia tempo observava e anotava os tipos que ali
 sentavam para as mais variadas atividades.
Uns pra descansar.
Outros para conversar ao celular.
Outros para namorar, fossem pares de diferentes ou de  iguais.
E outros tantos tratando de seus assuntos ali no Banco da Praça.
Um dia de domingo passando por essa praça, percebi nesse
 Banco um homem,  ele tinha consigo bolsas e muitos livros. 
Não me contendo puxei conversa
e me surpreendi de imediato com o vocabulário sofisticado e o português bem usado.
Ele sentado o Banco e Eu de pé a sua frente.
Por algum tempo falamos de política, de literatura e da vida, 
na verdade da vida dele.
Ele um morador de rua e trocava livros por algum trocado que lhe desse para comprar uma refeição.
Estendendo o braço deu-me um exemplar do livro famoso e disse:
-Estou dando esse livro para  senhora, pois sei que vai ler.
Agradeci e sem prometer nada fui até em casa que é pertinho,
só atravessar a rua, e voltei a ele com o que eu tinha em dinheiro e alguns livros para ele passar adiante e  o rascunhos do livro Elos
do autor silvioafonso, que na epoca era um dos  autores que Eu estava para lançar; e pedi que ele lesse e depois me desse
 sua crítica. N
o dia combinado ele me fez a
crítica e nos despedimos. Nunca mais paramos para trocar palavras
novamente, mas da janela do meu quarto eu podia observar o tal banco citado no início e esse era o banco escolhido por ele para o descanso e por outros para outros fins.
Batizei o banco : "O Banco Democrático"; exatamente devido a pluralidade de pessoas que o escolhiam dia a dia.
Quarta feira daquela segunda semana de fevereiro eu não olhei pela janela cedo, mais tarde fui até o correio e para tal só preciso atravessar e  rua e passar pela praça.
Tinha pressa e passei rápido mas de imediato  um vazio se formou em meu celebro e voltei.
 Faltava algo ali.
Olhei, olhei e vi a marca da ausência gritando e não me contendo falei sozinha:
- O banco! Caralho tiraram o banco!(desculpem a palavra grande, mas tenho que ser fiel ao que eu falei na hora)!
Segui meu caminho completamente abismada.
A adiante fui parada por uma pessoa conhecida e falei de imediato: - Viu? Tiraram o banco!
A pessoa sem hesitar disse:
- Tinha que tirar mesmo!
Aquele homem dos livros estava sujando a praça com sua presença diária.
Agora eu ficara sem palavras de vez, o chão sumiu de meus pés e confesso que sai dali o mais rápido possível.
De volta em casa mais tarde eu juro que a imagem em minha mente era de terem vindo a noite, tirado o banco. Até ai tudo bem, mas e ele o homem dos livros quando veio cedo?
Ou será que o levaram para um abrigo?
Essa imagem é horrível:
Ele sentado no banco com suas bolsas,suas coisas e seus livros teimando em não sair. E os encarregados de levarem
o banco, levando junto homem e banco! 
O banco eu não sei pra onde, mas o homem para algum depósito de gente.
Terá sido isso?
Nunca saberei...
Mas sei de um coisa com toda certeza:
É assim que se resolvem as coisas nessa nossa terra chamada Brasil...
Chega dar medo, naquele dia  foi o homem e o banco...
amanhã poderá ser eu ou alguns dos meus
e até um de vocês...
Vamos lembrar sempre que assim são resolvidos os INCÔMODOS da
nossa SOCIEDADE: EXTIRPANDO. Chega dar medo!
Em fim.
Vou deixar essa canção que tem a ver com o assunto, pelo menos eu acho que sim.
Catiaho Alc.

CAN ÇÃO 

MINHA ALMA (A PAZ QUE EU NÃO QUERO)
COM O RAPA


IMAGENS
FLORES DOS LUGARES  ONDE EU PASSO
Essas são de um espaço verde criado no Posto de Saude
de um dos bairros do lugar onde vivo.










9 comentários:

  1. Flores e poesia formando uma publicação encanantadora. maravilhosa, sublime..
    .
    Poéticos cumprimentos
    Cuide-se
    .
    Pensamentos e Devaneios Poéticos
    .

    ResponderExcluir
  2. Uma publicação extensa mas muito bela!! :))
    --
    No despertar da melancolia...
    -
    Beijo. Votos de uma noite feliz.

    ResponderExcluir
  3. Amei todos, Con-Versos,lindo poema. Canção e Con-Versa, é a triste realidade do nosso país.
    Lindas flores!

    Tenha uma linda noite, CatiahoAlc.

    Bjo

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  4. Um homem com livros é um perigo público.
    Já era assim nos tempos da Inquisição.
    Bjs, bfds

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  5. Gostei infinito de canto nos deijou aquí. Muito en especial da sua humanidade no canto da historia do home dos livros.
    Para ponher uma nota alegre, issas rosas tão lindas que se dam no Brazil. Elas são puras e não sabem de injusticias.
    Quero tambem te dizer que, oa fim, meu livro Larias de Bea ja esta disponibel em Amazon.
    Beijinhos e bom fim de semana

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  6. Aplausos, Catiaho, post maravilhoso!!
    De sua crônica da vida real, me choca mais a frase do "cidadão": -Tinha que tirar mesmo!
    Estamos seguindo um caminho muito perigoso e com o consentimento velado dos que se calam.
    Não podemos esquecer que somem não só os que gritam, quando necessário"eles"passam por cima de qualquer que estiver em seus caminhos. Tempos de treva, que muitos nem percebem estão ajudando a concretizar cada vez mais.
    Abraço, bom fim de semana!

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    Respostas
    1. Um poema sobre a poesia muito belo. Uma história muito triste a retratar a falta de amor entre as pessoas. Gostei muito de a ler.
      Uma boa semana com muita saúde.
      Um beijo.

      Excluir
  7. Necessidade de reler e refletindo, o bem que e o livro faz na vida das pessoas. Pena que tem gente que não entende.

    Boa noite e uma abençoada nova semana.

    Beijos

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  8. Un completo ver en lo relevante de la vida, y donde el poeta nunca deja de decir lo que siente por la palabra conductora de sus pensamientos...y en unión con lo que descubren sus ojos con lo que le rodea y tiene eso más valor.

    Saludos

    ResponderExcluir

Que bom que veio, fique a vontade e o quanto desejar.
Se apenas ler; eu gosto. Se comenta: eu adoro!
Volte sempre para os
Bjins e Abraço entre sonhos e delírios
CatiahoAlc./Reflexod'Alma
https://frasesemreflexos.blogspot.com
https://aprendendocomelessempre.blogspot.com/


.

Ei!

O que estou escrevendo aqui NÃO É PESSOAL E NÃO SE

REFERE A NINGUÉM DA VIDA VIRTUAL E SIM DOS MEUS VIZINHOS

DE BAIRRO, OK?

Escrevo aqui para me expressar somente. Penso que estamos vivendo mais um dia e que devemos ser gratos a Deus e aproveitarmos todo aprendizado que esse dia nos trouxer. Devemos: usar máscara, mesmo os já vacinados , usar álcool gel, lavar as mãos ao chegarmos da rua, deixarmos os sapatos do lado de fora até serem limpos, evitarmos contato físico com pessoas que não vivem no mesmo recinto, evitar viajar (sem ser necessário) viajar a lazer nem pensar, não é hora de lazer, ainda que secos para tal estejamos. Eu ando com muita saudade dos meus amigosafilhados, das minhas irmãs e meu cunhado e de ver minha casa no RJ que está fechada desde janeiro de 2020, quando lá estive. Uma coisa tem me chamado muito a atenção: Parece que já terem sido contaminados e terem sobrevivido e a possibilidade da vacina, já deu a algumas muitas pessoas a ideia de estarem totalmente livres de contaminação, bem como os que já tomaram a vacina e passaram a ficar descuidados. Isso me preocupa muito. Estou reclusa em casa com meu marido e filho caçula há mais de 1 ano, vejo muito pouco meu filho mais velho, esposa e filhas que moram na cidade vizinha. Detesto não me sentir livre para ir e vir e mesmo para caminhar na orla que fica ha 3 ruas da minha casa. Vamos resistir mais um pouco, vamos preservar nossa saúde física e mental o mais que pudermos. Por hoje é o que eu penso; caso entendam que eu esteja errada: me perdoem. Bjins de bons dias a todos. CatiahoAlc.

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