Série Passando a Limpo Fases&Situações ConVersa Sobre minhas experiências... - Com CanÇão - Com Versos - Com Dica
ConVersa
e o enfrentamento ao Medo
Apesar de não ser corajosa também
nunca fui e nem serei medrosa,
desde menina enfrentava o precisasse
na hora e ainda sou assim.
Caso seja algo que me deixe na
dúvida, analiso se vale ou investir
pra saber.
Nunca tive problemas com os
Nãos que me dessem, mas demorei
a aprender que meu Sim não
é obrigatório.
Também aprendi que perder, faz
parte do viver, um mestre me disse
certa vez que na vida nós mais
perdemos aue ganhamos.
Grande verdade.
Fui um pouco ansiosa ou criava
expectativas ao redor de algo
que ainda ia acontecer ou
apego a alguém que queria bem.
Mas fui desse jeito só até entender
que *ser assim, só desgasta.
Meu amigo de vida silvioafonso,
me disse algo uma vez referente a
pessoas, que guardei pra minha vida
*só se perde o que/quem nunca
se teve.
Se eu ficasse ansiosa, me aparecia
uma terrível dor no estômago, essa
como já disse aqui, aprendi com o
teatro, a jogar para as pontas dos
pés e das mãos e logo ficou administrar
a não alimentar preocupações antes da
hora de resolvê-las.
Tenho problemas? Sim e muitos, mas
resolvo um de cada vez e nunca perco
meu sono ou meu tempo me consumindo.
Sobre enfrentar medos, eu tive que aprender
muito cedo, pois nos mudávamos as vezes
várias vezes no mesmo ano, então era
horrível enfrentar as 1as noites em
cada uma delas. Mas depois da 2a noite,
lá era minha casa eeu teria de viver lá
com medo ou não.
Enfrentando a ausência de medo:
Adolescente, no chamado ginásio,
na cidade de Teresópolis, eu matei
minhas 1as aula da vida. Saíamos
da Escola Estadual Presidente Bernardes
e subíamos o Mirante para lá tomarmos
nossas bebidas, com alcool e não
fazermos nada além de conversar, eu
nem namorar, namorava ainda.
Nunca tive medo nem de matar essas
aulas e muito menos de tomar as bebidas
que eram apenas batidas de sabores
variados, a cerveja não era tão comum
como é hoje.
Enfrentando o Medo:
Certa vez eu quando ia para a escola
de ônibus, na parada que era sobre
uma ponte, que em baixo tinha o trilho
do trem. Mexendo nas minhas coisas,
um estojo caiu na beirada do trilho.
Fazer o que? Descer e ir pegar, quando
peguei, ouvi o apito do trem, não
dava pra saie dali, não dava tempo de
nada senão me encolher no barranco,
fechar os olhos e esperar morrer.
Porque o espaço entre o trem e o
barranco era mínimo. Senti o vento
do trem vindo alucinadamente voando
e eu ali encolhida. Assim que passou
eu tinha que correr porque era hora
do ônibus passar.
Enfrentando o medo para evitar trauma:
Morando a pouco tempo em Pasargada,
era 2007, logo comecei a correr no
calçadão, amo correr, me sinto livre,
penso melhor. Aborrecida com uma
situação doméstica, saí cedo para correr
chateada. Sentei na areia, deixei minhas coisas ali e entrei na água, e mesmo não sabendo
nadar dei 3 braçadas, como o mar que estava bravo e bravo me
levou mais 3, e quando tentei por
os pés no fundo, mas não era possível.
Me desesperei, porque falando
de forma simples, tenho um defeito
no coração de nome "sopro", que é
uma dirença na saida e entrada do
ar. Portanto: problema de respiração
curta e sem resistência.
Lembro como se fosse hoje,
no momento que percebi estar com
dificuldade, foram instantes que pra
mim se mostraram eternidade,
virei o corpo, a cada vez que subia
eu tentava gritar SOCORRO e acenar
para a margem, mas logo descia.
Graças a Deus em poucos instantes
alguém veio, me rodeou e por
minhas costas passou a me empurrar
pra areia o que deu certo, porque eu
estava a 6 braçadas da areia. Quem foi
meu salvador? Meu esposo preocupado
com meu aborrecimento, veio me apoiar,
ele tentara me mandar mensagens no
celular, mas eu não abri o celular.
Pra minha sorte ele chegou quando eu
entrava na água, e ficou me observando
como sempre fez e faz desde sempre,
viu quando me debati e entrou pra me
salvar. Como estavamos a 5 minutos de
casa, ele tentou ligar para os filhos
virem nos pegar de carro, mas por
ser bem cedo, eles ainda dormiam e
não atenderam; então voltamos pela
areia. Morávamos a 3 ruas da praia,
lembram? Quando chegamos na reta
de casa, eu parei, olhei pro mar e
disse pra meu esposo que eu ia entrar,
porque se em não enfrentasse esse mar
naquele momento, um trauma poderia
se instalar e me fazer refém e isso
eu não ia admitir, ainda mais
morando tão perto da praia. Entrei,
mergulhei, fiquei um pouco e saí da
água vitoriosa. Mas aprendi minha
lição e NUNCA mais entrei no
mar zangada, triste ou aborrecida.
E já lá se vão 20 anos e entro no mar
mesmo sem saber nadar e nunca mais
passei com algo parecido. E naquele
ponto do mar, por via das dúvidas
nunca mais entrei/entro/entrarei
n'água.
Diante de certas ocasiões da Vida,
eu confesso ter tido medo, mas
só até antes do momento exato de
encarar.
Uma vez foi quando as circunstâncias
da vida por sobrevivência, precisamos
transormar nossa casa em Escola
de Arte e de um sobrado com terraço
todo nossa casa, passamos a ter para
nós somente 2 quartos e uma cozinha
improvisada, isso por muitos anos.
Um dia antes de abrir a Escola, abracei
meu esposo e confessei medo, e ele
me disse que tudo ia dar certo, então
descemos e abrimos. Foram anos a fio
de cursos de iniciação as artes: Cênicas,
Dança, Artes Plásticas e Música.
Conquistamos 80 alunos e encaminhamos
muitos para aprofissionalização.
A outra vez que tive medo, foi quando
sofremos a tentativa de sequestro em
janeiro de 2007, eu tinha tanto medo
que não dormia mais, com medo deles
voltarem. Isso acabou quando no
mês de fevereiro viemos ver moradia
e em março nos mudamos para Pasargada.
E a última vez que passou rapidamente
uma sombra de medo por meus olhos,
foi recentemente quando nossos 2 Filhos
depois de trabalharem 20 anos fora,
resolveram fincar a carreira artística
por aqui com suas moças. Quando
começaram, eu temi muito, mas nada
disse, entreguei a Deus.
E em pouco tempo Eles junto com o Pai
ja tem uma agenda impressionante
trabalhando perto de casa.
Então queridos LeitoresAmigos, os
medos fazem parte da Vida de todos
nós e só o que precisamos é
enfrentá-los, e administrá-los um
a um pois cada medo é uma
oportunidade para seguirmos adiante
sempre e de cabeça erguida.
Ótima semana pra nós todos!
Bjins
CatiahôAlc.
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Com CanÇão
Essa canção faz parte da minha
vida, quando conheci os exercícios
de alongamento na Orla de Pasargada,
a finalização era feita com ela...
essa canção que
Saulo
Anjo
Com Versos
O ComVersos dessa publicação tem
Carlos Drummond de Andrade,
e seu poema O Medo que muitas
vezes usei em monstagens com
meus Elencos de Teatro.
Esse poema me enche de boas
lembranças da maravilhosa
atriz Libia Busquet.
Amada e amiga querida
que muitas e muitas
vezes a interpretou lindamente
dirigida por mim.
O Medo
A Antônio Cândido
"Porque há para todos nós um problema
sério... Este problema é o do medo." —
ANTÔNIO CÂNDIDO ("Plataforma de uma geração").
Em verdade temos medo.
Nascemos escuro.
As existências são poucas:
Carteiro, ditador, soldado.
Nosso destino, incompleto.
E fomos educados para o medo.
Cheiramos flôres de medo.
Vestimos panos de medo.
De medo, vermelhos rios
vadeamos.
Somos apenas uns homens
e a natureza traiu-nos.
Há as árvores, as fábricas,
doenças galopantes, tomes.
Refugiamo-nos no amor,
este célebre sentimento,
e o amor faltou: chovia,
ventava, fazia frio em S. Paulo.
Fazia frio em S. Paulo...
Nevava.
O medo, com sua capa,
nos dissimula e nos berça.
Fiquei com medo de ti,
meu companheiro moreno.
De nós, de vós; e de tudo.
Estou com medo da honra.
Assim nos criam burgueses.
Nosso caminho: traçado.
Por que morrer em conjunto?
E se todos nós vivêssemos?
Vem, harmonia do medo,
vem, ó terror das estradas,
susto na noite, receio
de águas poluídas. Muletas
do homem só. Ajudai-nos,
lentos poderes do láudano.
Até a canção medrosa
se parte, se transe e cala-se.
Faremos casas de medo,
duros tijolos de medo,
medrosos caules, repuxos,
ruas só de medo e calma.
E com asas de prudência,
com resplendores covardes,
atingiremos o cimo
de nossa cauta subida.
O medo, com sua física,
tanto produz: carcereiros,
edifícios, escritores,
este poema; outras vidas.
Tenhamos o maior pavor.
Os mais velhos compreendem.
O medo cristalizou-os.
Estátuas sábias, adeus.
Adeus: vamos para a frente,
recuando de olhos acesos.
Nossos filhos tão felizes. ..
Fiéis herdeiros do medo,
eles povoam a cidade.
Depois da cidade, o mundo.
Depois do mundo, as estrelas,
dançando o baile do medo.
Carlos Drummond de Andrade
Livro
Com Dica
Filme O Crime da Cabra
Pra descontrair
esse Filme maravilhoso uma linda
homenagem a Mazzaropi e
alguns outros artistas fantáticos.
Assisitir me rendeu muitas
boas gargalhadas.
SuperRecomendo

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