Segundas com o Escritor silvioafonso
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CARNAVAL NO RIO.
Chora cavaquinho, mas não finja que está triste. Grita cuícasem sair do compasso tocador. Pula tremendo saltitante o
pandeiro malabarista enquanto beija o estandarte que
esvoaça colorido. Cai o queixo do turista, do passista
equilibrista e sem perder o riso sai pro samba a baiana
sorridente que feliz descobre a cara fazendo girar todas
as saias mostrando por baixo outras tantas. Marca o passo
"surdão" antigo. Ritme o compasso e nesse passo o mestre
leva a escola, quem sabe à glória? Vibre com o som na
pele, cante com a harmonia dos versos e viva esta festa,
feliz, branco, mulato, negro aprendiz no trabalho
estressante no barracão das artes. Vá com Deus, visitante,
viaje contente, mas diga pra gente que
deste
povo tu levas fé. Tu tiveste respeito por
quem
quem
não tem pão, educação, teto e chão, mas tem um
jeito jeitoso de fazer festa, como
jeito jeitoso de fazer festa, como
ninguém.
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Comentários
Beijinhos
Ana
Parabéns pelo escrito.
;)
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