TEATRO DO CAOS

TEATRO DO CAOS

Poltronas feitas do couro mais puro;
Palco duma madeira bruta e fria;
Cortinas bem bordadas... fantasia
Imaginária... teatro tão escuro;

Lustres de cristal... tímido murmuro
Do vento nas janelas da agonia...
Portas fechadas para uma alegria
Morta numa tragédia sem sussurro;

Teatro do caos, paredes tão geladas;
Luzes mortas nas frias madrugadas;
Platéia de fantasmas vacilantes;

Espetáculo de lágrimas doentes;
Olhares tão tristonhos e carentes;

Dores profundas e dilacerantes;

Comentários

Dilmar Gomes disse…
Samuel, fizeste um poema forte em estilo clássico.
Um abraço. Tenhas uma ótima semana.
Samuel Balbinot disse…
boa tarde Dilmar.. faz alguns anos que este esta feito.. é meio uma referencia a essa gambada de politicos.. mas me enojam tanto que ainda não desejei me aprofundar em uma obra.. não sei se vale a pena perder tempo com quem tanto tira da gente abração e um lindo dia..
Sobre o Tempo disse…
Muito bom o poema! Critica poética. Pode ser forte, mas condiz com a realidade. Abraço!
Bom dia Dilmar

Poema lindíssimo, forte, capaz. Gostei muito de ler

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